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Estão regulamentando a profissão. 19/08/2009

Posted by gxexeo in Opinião, Reportagem.
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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou hoje um parecer que “…dispõe sobre a regulamentação da profissão de Analista de Sistemas e suas correlatas…”

Em seu Art 4º, no parágrafo único diz: “É privativa do Analista de Sistemas a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos.”

Pronto! Instalou-se no país do cartório mas uma das besteiras das que nos assolam e que tanto tenho ouvido nos últimos anos. Logo após o Supremo Tribunal Federal acabar com regra semelhante que valia para o jornalismo, o Congresso, de certa maneira em confronto com o STF e não entende as recomendações da SBC.

Lembro a todos: a informática só existe com seus especialistas de domínio e seus usuários. A responsabilidade técnica de um sistema médico pode ficar na mão de um informata? Eu não quero essa exclusividade. Como diria um amigo “Para o mundo que eu quero saltar”.

Eu já escrevi tanto sobre isso que me faltam palavras.

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Yes, we can´t 07/08/2009

Posted by gxexeo in Opinião, Reportagem.
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Assisti, hoje, palestra do Prof. Lívio Amaral, Diretor de Avaliação da CAPES .  A palestra foi destinada a coordenadores e diretores de pós-graduação da UFRJ. Mostrando bastante conhecimento e competência sobre o assunto, provavelmente por estar envolvido com o processo de avaliação já há algum tempo, foi bastante simpático à platéia, porém pouca esperança nos deu de que as coisas podem melhorar.

Ao contrário do que esperavam alguns, nós, coordenadores fomos muito educados. Eu, pelo menos, recebi uma reclamação que “bati pouco” enquanto fazia minha pergunta. Para completar, por um acaso do momento, não consegui obter minha resposta.

Ao sair de lá e considerar as apresentações e as perguntas sendo feitas, ficou claro que o grande problema é que a avaliação CAPES não existe mais. O que existe é a medida de quantos artigos foram publicados dentro dos estratos do Qualis.

Qual o problema? Bem, de saída incentivar a publicação científica não é nem um dos objetivos da CAPES! Seu principal objetivo é a formação de recursos humanos de alto nível. E alguém já viu o impacto disso na ficha de avaliação?

Todos estão preocupados com o Qualis, e claramente todos estão sendo compelidos a conformar os programas que gerem para atendê-lo. Os cursos novos estão montando seus quadros de maneira pragmática, para obter pontos e serem aprovados. Os cursos antigos estão reorganizando seus quadros, excluindo e incluindo professores, discutindo o que fazer com os recém-contratados e até mesmo, como me foi narrado por uma coordenadora do Nordeste, enfrentando dissidências que acreditam ser capazes de montar um curso melhor avaliado se tiverem menos pesquisadores.

Considerando esse quadro, as questões acabam se resumindo em duas:

Como evitar que os programas de pós-graduação adotem uma abordagem pragmática e orientem sua estratégia de forma a atender as orientações do Qualis, que representam uma avaliação do passado e não uma direção para o futuro? Essa foi minha pergunta não respondida.

Não seria melhor que o Qualis fosse de “tal jeito”? Para essa pergunta, a resposta normalmente foi “Seria, mas é inviável”.

Ou seja, ao contrário de Obama, a CAPES responde “Yes, we can´t”.